segunda-feira, 30 de abril de 2012

A FAMÍLIA DUDU ou LA GRANDA KUNVENO

OS AVISOS


Estavam todas as pessoas vivendo normalmente, nas suas casas, na cidade, no trabalho, na escola, no campo, inclusive a família Dudu.
Seu Di Dudu que era o pai, Dona Dadá Dudu a mãe e Florzinha Dudu, a filhinha. Entram nesta história, também, dois grandes amigos da família Dudu, o Simples e o Complexo.
Estava tudo normal. Cada qual nos seus afazeres, quando então começaram a acontecer coisas estranhas para cada um desses personagens, de um momento para outro.
Enquanto a vida rolava para todo o mundo, eis que cada um dos nossos amigos passou a receber avisos, estranhos avisos, e todos esses avisos, diferentes para cada um deles, tocaram os seus corações. Os avisos diziam-lhes, insistentemente, que rumassem para a garagem e para o carro do seu Dudu.
Tão insistentes foram esses avisos que eles acabaram cedendo, ou seja, indo para lá. Encontraram-se todos, meio atônitos, ao mesmo tempo; uma força estranha empurrava-os para dentro do automóvel do seu Dudu.
Já sentados nos bancos, meio sem graça, até, cada um sem saber muito bem porque e o que dizer, estavam Seu Di Dudu, Dona Dada Dudu, Florzinha, o Simples e o Complexo. Nisso, as portas do carro fecharam-se sozinhas, o motor passou a funcionar, sozinho, e o carro iniciou a andar, também sozinho; abriu-se a porta da garagem, sozinha, e o carro saiu muito faceiro para a rua, deslizou nos paralelepipedos e subiu, imbicou em direção ao espaço e subiu, voou e voou sobre a cidade, aumentando sempre a velocidade, como que controlado de fora, desde muito longe.
Os nossos personagens olharam, embevecidos, já felizes, o incrível fenômeno, e descobriram, observando o espaço infinito, um que outro automóvel na mesma situação do deles, revoluteando sobre a cidade, no mesmo rumo.


O ENCONTRO


Finalmente os automóveis chegaram ao seu destino, após passarem por muitas e muitas terras, inúmeros lugares e países distantes, e foram descendo, suavemente, num lugar até então desconhecido para eles e muito bonito. Em meio a uma natureza belíssima, exuberante, observaram um imenso pavilhão moderno e colorido. Algumas portas automaticamente abriram-se e os carros que chegaram foram pousando e deslizando para o grande espaço interno do imenso pavilhão moderno.
Dentro do pavilhão havia muito movimento e uma organização impecável. Inúmeras recepcionistas muito bonitas e bem vestidas, com trajes tipo espacial, ou seja, malhas coloridas bem colantes. Pareciam até a Xuxa e as Paquitas, da televisão brasileira, a todos assistindo. Recepcionavam os que chegavam, só simpatias, deixando seu Dudú e sua família, além do Simples e do Complexo, sem palavras, encantados. Música, alegria e felicidade, era o tom do encontro.
Observando melhor, acabaram por perceber que todos os que chegavam tinham, no mínimo, algo em comum: falavam, pelo menos um pouquinho só, a língua internacional ESPERANTO, que é a língua fraterna e neutra. O Esperanto é uma lingua muito fácil e sonora. Em português, Esperanto significa esperança. Por isso, ouvia-se, em toda parte, diálogos assim:

- Kiu estas vi?
- Mi estas Karlo! Kaj vi?
- Mi estas Karina.
- Tre bone!
E assim por diante...

Os Dudú foram se aproximando do balcão da grande recepção, para preencher os formulários e registros, Florzinha no colo do Seu Di Dudu. Muito curiosos com tudo, foram ficando impressionados com a sofisticação da aparelhagem, vídeos, canais internos de TV, etc..., e o recepcionista simpático, após dizer-lhes os números dos apartamentos que lhes caberiam, vendo a imensa curiosidade de todos, com relação aos equipamentos tão modernos que ele mesmo manipulava, entre outros, chamou-os para mostrar-lhes a excelência de um deles:
- Este aparelho, por exemplo, se operarmos corretamente, mostra muitas coisas além daquilo que os olhos humanos podem observar. Vejam. Vou focalizar o rosto daquele senhor que acaba de chegar, mas que por estar muito cansado, tira uma soneca naquele sofá, acolá.
E manipulou os botões para que a câmera fizesse uma tomada do rosto do senhor que dormitava. Na tela, aparecia o rosto e algumas sombras estranhas que davam um colorido muito feio à pele daquele homem.
- Viram essas manchas que somente este aparelho capta? É porque esse senhor ainda fuma cigarros, não conseguiu ainda libertar-se desse vício, coitado, vicio esse que causa tantos e tantos males ao nosso corpo físico, sem falar no corpo mental, no emocional e etc!

A SURPRESA

Quando pensavam já em dirigir-se aos seus aposentos, tocou uma campainha estridente, e em um dos lados do festivo pavilhão colorido, abriu-se uma enorme porta, bem devagar. Todos observaram, atentos. Eis que aproximou-se do espaço exterior não mais um outro automóvel, mas uma enorme, gigantesca nave espacial, tão grande que não era uma nave comum, como um simples disco-voador marciano, mas uma nave-mãe.
Abriu-se a porta principal da grande nave e apareceram, colorindo mais ainda aquele encontro, centenas de casais, pessoas, amigos e filhos, de muitos planetas que compõem o universo infinito, todos com formas humanoides, mas cada um deles com características (jeito) muito diferentes; alguns eram verdes, outros azuis, roupas exóticas e estranhas, com antenas, sem antenas, vinham em clima de festa, juntar-se ao GRANDE ENCONTRO, ao GRANDA KUNVENO, que significa Grande Encontro em Esperanto. Observaram loguinho que os extraterrestres e intra-terrenos, falavam muito melhor ainda o ESPERANTO, a lingua internacional e fraterna. Os mais evoluidos falavam o Irdin, mas esta é uma lingua mais complexa, para seres em processo de evolução muito adiantados. Era um verdadeiro DESFILE, a saida da nave para o grande pavilhão onde já se encontravam a família Dudu, o Simples e o Complexo. Alguns davam a impressão de serem velhos conhecidos dos recepcionistas, também em clima de grande festa.
Os componentes desse grande "desfile", habitantes de outros mundos, passavam pelo balcão aonde se encontrava Florzinha Dudu, no colo do seu pai. Foi quando um dos casais, amarelos, aliás, totalmente amarelos, inclusive com roupas totalmente amarelas, tiveram uma espécie de desmaio, e desfalecendo, foram caindo ao solo, para espanto e preocupação de todos. Imediatamente, o recepcionista falou aos microfones:
- Atenção, atenção emergência, direcionem a luz amarela para o casal XYZ-93, do planeta gelado, não esqueçam que eles necessitam receber a luz amarela pelo menos uma vez ao dia, pois não resistem por muito tempo as nossas elevadas temperaturas.
Florzinha observava-os de forma tão estranha, mas tão estranha, com uma carinha tão especial! A luz amarela que saiu do teto do pavilhão e iluminou o casal XYZ-93, imediatamente possibilitou a recuperação dos mesmos, que já sorriram e, curioso, ao levantarem-se, igualmente perceberam Florzinha, que os observava tão estranhamente. Como que por força desconhecida, os tres, o casal XYZ-93 e Florzinha estenderam-se os braços. O pai de Florzinha ficou preocupadíssimo com isso, não queria deixar a filhinha dele sair do seu colo, mas o senhor XYZ-93 falou, em Esperanto:
- Deixe-a um pouco conosco, dentro de uma ou duas horas nós a levaremos ao seus aposentos.
O senhor Di Dudu olhou para o recepcionista, alarmado.
- Deixe-os, seu Di, estão se reencontrando, o senhor não deu-se conta de que está operando fortemente o campo T, das lembranças de vidas passadas, armazenadas no inconsciente. Essas afinidades são fortíssimas, e nunca se perdem, mesmo quando os espíritos mudam de planetas por algum tempo. Os seres sempre se reconhecem, estejam aonde estiverem. Não se pode ir contra essa força natural. E lá se foram Florzinha e o casal XYZ-93, bem faceiros, na harmonia do desfile que continuava sempre firme. Florzinha foi curtir um pouco aqueles compenheiros tão importantes de vidas passadas.


MENSAGEM DE FRATERNIDADE UNIVERSAL


No dia seguinte, todos reunidos no grande auditório, um dos palestrantes principais pediu-lhes segredo sobre este encontro,ou Granda Kunveno. Não poderiam contar nada para ninguém, após retornarem aos seus lares para a continuação da vida normal. Tratava-se de um encontro inter-planetário para o fortalecimento da FRATERNIDADE UNIVERSAL, ou seja, da amizade entre as pessoas e os povos, ou seja, entre a imensa, incomensurável FAMÍLIA UNIVERSAL.
Mas nem todos, dizia o palestrante, estavam preparados para essa mensagem, pois acreditavam ainda em guerras e estavam prisioneiros de muitos vícios e preconceitos. Nem conheciam ainda a Ciência da Consciência Grupal, que vai preparando as pessoas para a paz universal, harmonia e cooperação.
No tempo devido, porém, quando DEUS assim determinar, não haverá mais necessidade de nenhum segredo, mas enquanto isso, a palavra chave será CONFIAR.
Tenham confiança em Deus, dizia, e na harmonia das leis cósmicas, e também em voces mesmos, que vivendo felizes e alegres, mesmo em meio a situações difíceis, que são naturais e necessárias para o aprendizado de todos, devendo estar sempre a postos e prontos para o trabalho que garanta o estabelecimento da FRATERNIDADE e do AMOR entre as pessoas e os povos.

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F I M

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